O pleno acesso à informação permitiu que, ao longo dos anos, eu fosse ficando cada vez menos fechado às barbaridades do mundo. A despeito das desgraceiras bélicas, descobri uma dimensão totalmente nova de extremismos e ignorâncias. E de alguma forma me apaixonei por ela.
Os fatos: depois de entorpecer-se com heroína suficiente para derrubar um ANTONOV 225, e explodir seus miolos com um tiro no processo de alucinação, Kurt Cobain foi cremado. Suas cinzas foram divididas em três partes, sendo que duas destas foram espalhadas em locais estratégicos, como o cantor um dia desejou. Em maio deste ano, no entanto, o último terço dos depósitos póstumos de Cobain foi aparentemente roubado da casa de sua mórbida viúva, a dispensável Courtney Love. Ponto. Agora, cinco meses depois do mistérios, surge uma aleatória artista performática alemã, dos confins da lendária Austrália, para dizer que as cinzas estão com ela, e serão devidamente fumadas (mas não tragadas!) em uma de suas apresentações na semana vindoura. Keith Richards style 4eva.
É, Kurt. Do pó você veio, o pó você cheirou e ao pó retornará. Rafiki ensinou, é o ciclo sem fim.
03/10/2008
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